Moradores relatam energia intermitente entre 18h e 22h, reclamações que não são resolvidas e prejuízo com aparelhos queimados
Todos os dias, no mesmo horário, a cena se repete: assim que anoitece e as famílias se preparam para jantar, estudar ou descansar, a energia elétrica em Caetanos, Mirante e Bom Jesus da Serra começa a oscilar e cair — entre 18h e 21h, às vezes até 22h. Não é imprevisto pontual. É rotina.
O resultado aparece na conta que ninguém queria pagar: geladeiras, televisores, liquidificadores e bombas d’água queimados pelas oscilações constantes. Moradores já registraram diversas reclamações junto à concessionária, mas o problema segue sem solução.
A situação não é exclusividade da região. Levantamento recente aponta a Neoenergia Coelba como a distribuidora do grupo Neoenergia com mais queixas na Aneel em todo o país — mais de 13 mil registros, com destaque para falta de energia, extensão de rede insuficiente e oscilação de tensão. O grupo todo soma mais de 48 mil reclamações formais em 12 meses, uma a cada 11 minutos. O problema é grave a ponto de o Ministério Público da Bahia ter aberto inquérito civil para apurar falhas na prestação do serviço pela empresa.
O morador tem direito a ressarcimento
Pela lei, quem responde pelo prejuízo é a concessionária, não o consumidor. Se um aparelho queimar por oscilação ou queda de energia, o morador pode formalizar o pedido de indenização diretamente com a Coelba, que tem prazo para vistoriar o equipamento e responder — o ressarcimento pode ser em dinheiro, conserto ou substituição. Regras recentes da Aneel dão até cinco anos para esse pedido, além de compensação automática para quem fica mais de 24 horas seguidas sem energia (48h em área rural).
Onde reclamar
- Coelba (teleatendimento): 116 — exija o número de protocolo
- WhatsApp Coelba: (71) 3370-6350
- Ouvidoria Coelba: 0800 071 7676
- Aneel: 167, ou pelo site/app da agência
- Consumidor.gov.br: registro formal com prazo de resposta obrigatório
Guarde data, horário e duração de cada queda, além da nota fiscal de qualquer aparelho danificado. Quanto mais protocolos registrados, maior a pressão sobre a concessionária — e sobre os órgãos que devem fiscalizá-la.
O Portal Caetanos segue acompanhando o caso e recebe relatos de moradores para as próximas edições desta cobertura.






