Caetanos no Escuro: o Apagão Diário que a Coelba Finge Não Ver
Todos os dias, pontualmente às 17h30, Caetanos entra em um ciclo que já virou rotina forçada: a energia elétrica começa a falhar. Luzes que piscam, eletrodomésticos que desligam sozinhos, negócios que param, famílias que jantam à luz de vela — e assim segue, ininterruptamente, até por volta das 21h, quando o fornecimento finalmente se estabiliza. Não é uma exceção. É um padrão. E padrão, quando ignorado por quem tem a obrigação de resolvê-lo, tem nome: descaso.
Um problema que virou horário fixo
Não estamos falando de uma instabilidade pontual, causada por uma tempestade ou um acidente isolado. Estamos falando de uma falha sistemática, que se repete no mesmo horário, todos os dias, há tempo suficiente para que qualquer morador de Caetanos já saiba: “são 17h30, lá vem a Coelba de novo.”
Esse tipo de intermitência recorrente não acontece por acaso. Ela é sintoma de uma rede sobrecarregada, mal dimensionada ou simplesmente esquecida pelas prioridades de investimento da concessionária — problemas que a Coelba tem obrigação legal de resolver, não de administrar silenciosamente às custas do consumidor.
O preço do descaso
Enquanto a Coelba trata a situação como normal, quem paga a conta é a população de Caetanos:
- Comerciantes perdem vendas, estragam produtos refrigerados e não conseguem operar equipamentos essenciais no horário de maior movimento.
- Estudantes ficam sem luz para estudar à noite, justamente no período em que mais precisam.
- Famílias convivem com o risco de queima de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos, sem qualquer garantia de ressarcimento.
- Idosos e pessoas com necessidades de equipamentos elétricos de saúde ficam expostos a riscos reais, todos os dias, na mesma janela de horário.
E o mais grave: isso se repete sem explicação pública, sem cronograma de solução anunciado e sem que a concessionária pareça tratar o problema com a urgência que ele exige.






