Projeto Escolas Culturais é lançado em Santo Antônio de Jesus

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Santo Antônio de Jesus (193 km de Salvador), no Recôncavo Baiano, é a 12ª cidade a receber o projeto Escolas Culturais, lançado pela Secretaria da Educação do Estado com o objetivo de promover o protagonismo estudantil, além de reconhecer e requalificar a escola como um espaço de circulação e produção da diversidade cultural do Território de Identidade onde está inserida. O lançamento do projeto, nesta sexta-feira (15), foi no Colégio Estadual Francisco da Conceição Menezes, onde a comunidade escolar realizou uma grande festa, com muita música, dança, poesia, artes plásticas, capoeira e grafitagem. O projeto também já foi lançado em Itabuna, Juazeiro, Gandu, Bom Jesus da Lapa, Feira de Santana, Itaberaba, Teixeira de Freitas, Guanambi, Seabra, Ipiaú e Irecê.

Fotos: Claudionor Jr

Representando o secretário da Educação, Walter Pinheiro, o superintendente de Políticas para a Educação Básica, Ney Campello, participou do plantio simbólico de um cedro-amarelo e falou que o projeto Escolas Culturais é mais uma política pública da Educação implantada pelo Governo do Estado. “Esse lançamento dá sequência ao projeto que é encabeçado diretamente pelo governador Rui Costa. Estamos na nossa décima segunda Escola Cultural, com o objetivo de apresentar uma nova dimensão sociocultural, mostrando que as unidades não podem se restringir ao âmbito acadêmico de sala de aula. Esse projeto fomenta a arte-educação nas escolas como uma forma de revitalização pedagógica muito enfatizada pelo secretário da Educação, Walter Pinheiro. Esta ação, sem dúvida, incentiva o empoderamento e o protagonismo dos jovens, além de aproximá-los da cultura”, afirmou.

Fotos: Claudionor Jr

Para a diretora da escola, Joelma de Queiroz, o projeto Escolas Culturais vem reafirmar a posição da unidade de investir na cultura no processo de aprendizagem dos estudantes. “Com mais de 2600 alunos do ensino regular, profissional e jovens e adultos, temos diversos jovens com muitas habilidades artísticas. Por isso, participamos de muitos projetos estruturantes de arte e cultura da Secretaria da Educação. Acho muito importante a cultura estar associada com o caráter pedagógico nas escolas. Estamos muito contentes pela atenção com a unidade que também teve a inauguração de laboratórios de física, química, matemática e biologia pelo programa Brasil Profissionalizante, além da reforma estrutural que estamos passando”, explicou.

O coordenador cultural da unidade, Jueme Nascimento, destacou as ações desenvolvidas na escola. “Cheguei na escola em abril como parte do projeto e conseguimos iniciar algumas atividades na área da Literatura e Teatro, além de impulsionarmos a quadrilha junina. Com o lançamento, pretendemos agregar ainda mais atraindo a comunidade e todos que estiverem interesse pela cultura”, disse.

 

Protagonismo – O estudante João Domingos, 20 anos, que apresentou a poesia “Desculturando” e a música “Me diz”, com a banda Em Quadro, falou como o projeto é importante para a formação dos jovens. “Desde os 16 anos tenho interesse pela música e agora vejo um projeto que pode realmente mobilizar todos os alunos e se tornar uma referência na região”. A estudante Anaellen Souza, 16, interpretou três canções, entre as quais “Aquarela do Brasil”, e disse estar entusiasmada com as novas possibilidades de aprendizagem. “É maravilhoso a implantação deste projeto na nossa escola. Tive a sorte de ter uma família musical que pode servir de referência, mas trazer a cultura para a escola dá condições que todos tenham a oportunidade de aprender com atividades que atraem ainda mais os jovens”, comemorou.

Coordenadora e integrante do grupo Império Junino, a estudante Emelly Vilas Boas, 20, também está entusiasmada com o projeto. “No ano passado tivemos a ideia de reativar a Império Junino porque acreditávamos que a unidade precisava desta iniciativa de novo na escola, principalmente por ser algo muito ligada a cultura da cidade. Agora, com a chegada da Escola Cultural, queremos promover ainda mais o grupo que já conseguiu um terceiro lugar na última competição municipal”, salientou.

Padrinho – Convidado para ser o padrinho da Escola Cultural, o artista plástico Marcos Reis Peixoto, conhecido como Marepe, nascido no município, e referência na cultura local, falou sobre o seu papel a partir de agora junto à comunidade escolar. “Fiquei muito satisfeito com o convite de apadrinhar esse projeto e saber que sou um artista reconhecido na cidade. Estou à disposição para contribuir com o projeto principalmente por ter a consciência que além do aprendizado e conhecimento na escola, este incentivo pode criar novos artistas profissionais”, enfatizou.

Sobre o projeto –  O projeto Escolas Culturais potencializa as experiências artísticas e culturais já existentes nas unidades escolares e fomenta novas atividades. As escolas que recebem o projeto estão sendo requalificadas para o desenvolvimento de ações pedagógicas voltadas para a dança, música, literatura, inovação, para o audiovisual e o empreendedorismo, dentre outros.

O projeto Escolas Culturais é resultado de parceria entre as Secretarias da Educação, de Cultura (SECULT), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e Casa Civil.